O capitão do Liverpool, Virgil van Dijk, recusou-se a discutir o seu golo anulado contra o Manchester City, mas descreveu a pesada derrota por 3-0 como um “grande golpe” para a sua equipa. O momento decisivo do jogo ocorreu ainda durante a primeira parte, quando o defesa central holandês pareceu ter restabelecido a igualdade no marcador. Van Dijk encontrou na perfeição um canto batido por Mohamed Salah e rematou de cabeça para o canto da baliza, quando os visitantes já perdiam por 1-0 para os Citizens.
No entanto, o que parecia ser o golo do empate foi imediatamente contestado e subsequentemente analisado pelo VAR. Andy Robertson, que se baixou para deixar a bola passar, foi considerado em posição de fora-de-jogo e subsequentemente julgado como uma obstrução ao guarda-redes devido ao seu movimento nas proximidades do arqueiro adversário. Esta interpretação da jogada pelos árbitros e assistentes de vídeo ditou o destino do lance, deixando os jogadores e adeptos do Liverpool em estado de choque e frustração.
O golo foi oficialmente anulado após a revisão demorada, e o Manchester City adicionou ainda um segundo golo mesmo antes do intervalo, prosseguindo depois para garantir a vitória no que acabou por ser um resultado terrível para as aspirações do Liverpool. A sequência de eventos criou um momento de viragem psicológica no jogo, com os jogadores do Liverpool a mostrarem visíveis sinais de desmoralização após verem o golo do empate legalmente invalidado pelas regras do jogo.
Falando após o final do encontro, Van Dijk explicou que “não fazia sentido discutir” o incidente em particular, uma vez que o resultado final era consideravelmente mais preocupante para a sua equipa. A postura do capitão holandês refletiu uma maturidade tática em evitar criar polémicas desnecessárias, mesmo quando confrontado com uma decisão que poderia facilmente justificar reclamações mais veementes. A sua abordagem focou-se antes nas responsabilidades coletivas da equipa.

O líder defensivo do Liverpool elaborou a sua perspetiva com um pragmatismo notável: “No futebol, os oficiais é que decidem as decisões-chave e nós temos que lidar com isso em campo. Do meu ponto de vista, não há sentido em discutir isto. A realidade é que perdemos 3-0 e isso é um grande golpe”. Esta declaração demonstra a consciência de Van Dijk sobre a natureza imprevisível do desporto e a importância de aceitar as decisões arbitrais, por mais controversas que possam parecer.
Van Dijk concluiu com uma observação sagaz sobre o papel dos média nestas situações: “Não importa o que eu diga [sobre o golo] porque tudo o que disser aparecerá nos média e toda a pausa de seleções será sobre o meu comentário sobre a decisão. Eu foco-me apenas no facto de termos perdido. Vocês [os jornalistas] podem debater se deveria ou não ter sido validado”. Esta posição inteligente permite ao jogador evitar alimentar uma narrativa de controvérsia que poderia distrair a equipa durante o importante período de pausa internacional que se avizinha.